Com todo o respeito a comunidade indiana, Radêsh faz o tipo “esperto”. Se aproveita dessa onda mística, espiritualóide que penetrou na cabeça do ocidental à partir da “hipaiada” no final dos anos sessentas, para tomar vantagem própria.
Neste último capítulo Radêsh aparece de meditante em plena rua e com aquele papo mole tenta enganar a pobre mocinha hippie de boutique. O pior é que você encontra esses tipinhos por aí. Ser oriental não significa ser mais religioso ou mais evoluído que ninguém.
Tinha uma amigo descendente de japonês que tinha muita raiva quando achavam que ele era bom em matemática só por ser japonês. Coisas do estereótipo. Ser indiano não é significa saber meditar ou qualquer outra coisa. Afinal, você que é brasileiro sabe sambar?
Abaixo um trecho do artigo sobre meditação, para você se aprofundar mais…
Meditação
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Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.
Na verdade, o termo dhyána pode ser usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. “Quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação”, dizem os Shástras. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação.
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