Beija eu, me beija……………….. Como diria Marisa Monte, em sua música…….
E é assim que nós, brasileiros, passaremos o Carnaval, deixando beijar e muito! Muitos curtindo a maior festa popular de nosso País, dançando, abrançando, beijando, trocando carícias uns com outros, sem pudor, colecionando “amantes” em dias e noites de festa, seja nas ruas, nos clubes, nos salões, nos trios elétricos, aonde tiver Carnaval.….

um afago...
Enquanto isso, do outro lado do mundo………….na Índia, como se comportam as pessoas no que diz respeito ao relacionamento amoroso, à troca de carícias? Neste mesmo mês de fevereiro, muitos países do mundo inteiro comemoram o “Valentine’s Day”, data em que as pessoas se declaram às que amam, trocam cartões, saem para namorar, quase como um nosso “dia dos namorados”, porém, numa comemoração que não se restringe somente a declarar o amor entre namorados, mas costuma-se declarar também o amor entre pais/filhos, amigos, irmãos, colegas de trabalho etc….. Na Índia essa comemoração teve reações muito adversas nesse ano de 2009. Uma ONG protestou dias antes de 14/2, data oficial do Valentine’s Day, pelo direito de namorar em público, seus integrantes ofereceram flores às pessoas nas ruas de Nova Deli. Por outro lado, hinduístas “ameaçaram” casais de casarem à força, caso manifestassem carinho em público. Membros de um grupo radical roubaram cartões de Dia dos Namorados de uma loja em Bombaim e os queimaram numa cerimônia. Também perturbaram casais que andavam de mãos dadas e ameaçaram bater e raspar as cabeças de quem quer que trocasse votos ou cartões de Dia dos Namorados.
Nas castas mais altas, é comum o arranjo de casamentos, os noivos não se conhecem antes da cerimônia, não trocam intimidades, nem mesmo dão as mãos, muito menos se beijam. A novela “Caminho das Índias” retrata bem essa realidade, as trocas de carícias entre Maya (Juliana Paes) e Bahuan (Márcio Garcia) foram sempre reservadas, impondo um limite, evitando o contato mais íntimo…. até que a jovem se deixa envolver pelos beijos e carinhos apaixonados dele. A atração deles é muito forte até que o casal acaba tendo a primeira noite intensa de amor. Maya está quebrando a tradição de sua gente e Bahuan a tranqüiliza ao perceber sua preocupação. Porém, mais tarde, Maya acabará arrependida de ter se entregado a Bahuan.
A juventude indiana é absolutamente devotada aos estudos, não existe namoro nesta fase.
Antigas leis indianas continham o conceito de gandharva vivah (casamento consensual) e em lugares como Gujarat, até alguns anos atrás, havia a prevalência do mitra karar (contrato de amizade), definido como uma relação na qual um homem e uma mulher podiam desfrutar de relações sexuais sem direito a qualquer benefício material ou responsabilidades.
Ainda assim, não há dúvida de que no meio patriarcal indiano as mulheres precisam ser protegidas.
Ao longo dos últimos dois séculos, tem havido progressivas legislações e disputas legais para trazer um senso de igualdade às mulheres indianas.
Apesar do progresso, há muitos críticos dos movimentos para liberar os relacionamentos.
Muitos argumentam que o casamento fornece um senso de segurança para a esposa e para as crianças em termos de estabilidade emocional e financeira. Líderes religiosos falaram veementemente contra o reconhecimento legal dos relacionamentos estáveis, chamado-os de uma aceitação inconsciente da bigamia, da prostituição e de outras relações anormais.
De fato, há sérias questões ainda sendo debatidas. Por exemplo, a nova legislação vai abrir a porta para múltiplos casamentos, ou tornar o sexo antes do casamento desenfreado?
Fonte:
www.correiointernacional.wordpress.com
New York Sun, Daniel Pipes
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