
Remebedr Shakti. Indian music
Lembro-me bem da primeira vez que ouvi o “Remember Shakti, logo na abertura de uma das antológicas práticas de duas horas ministradas pelo professor Charles Maciel, sábado de manhã, na sede central da Universidade de Yôga, nos idos de 1.999. A sensação era claramente a de se estar flutuando, com a indução cheia de bháva (sentimento) do professor, embalada pelas ondulações sonoras oriundas da guitarra de Mc Laughlin, ágil nas notas e nos silêncios; do toque preciso do incrível tablista Zakir Hussain; e do som caloroso do bansuri (flauta indiana) de Hariprasad Chaurasia, alem dos outros músicos notáveis que os acompanham. Formado em meados da década de setenta, o grupo teve uma carreira breve, porém intensa (como atesta o primeiro álbum, “Shakti”), e se re-encontrou para este remember mais de vinte anos depois, numa série de shows que gerariam este cd duplo ao vivo e selariam de vez a parceria para os álbuns de alta qualidade que se seguiriam. Inspirados pela própria Shaktí (energia, a mulher ou mãe divina, na filosofia tântrica), a fórmula de jazz, rock e música indiana deste time só poderia mesmo ser campeã.<–>
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