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Saiu neste mês de maio a revista Super interessante que publicou uma extensa matéria sobre a Índia enfatizando a questão dos Dalits (os intocáveis),  as castas, a sexualidade e a ciência.

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Capa Revista Super Interessante

A matéria foi muito boa. Gostei bastante. Na página 55, o jornalista informa que a economia da Índia vem crescendo de 1950 pra cá em taxas altas e que a globalização foi o remédio que atenuou essas diferenças sociais. O único fato não mencionado para essa melhora na economia indiana foi o da independência Indiana em 1947 que fez com que os britânicos deixassem o país após 300 anos de ocupação e colonização severa.

Quando o assuntro entra no Tantra a coisa complica. O jornalista se baseou apenas em uma fonte: Sex and power de Rita Banerji, Penguin, 2009, nota Para Saber Mais no canto da página 61. Faltou consultar mais autores sobre o tema, não é mesmo? Nesse artigo comenta-se ainda que o tantrismo surgiu após a Kama sútra e também depois da formação do Budismo. Um erro bobo. As origens do Tantrismo remontam a Índia pré-ariana. Shiva um dos mais antigos deuses do hinduísmo é considerado patrono do Tantra e acredita-se que ele tenha vivido em um civilização anterior com no mínimo 5000 anos de existência, ou seja 3000 anos antes do perído descrito.

O Tantra é a filosofia de origem matriarcal e o matriarcalismo está intimamente ligado a culturas sedentarias do passado remoto, mas foi lá pelo seculo VIII é que o Tantrismo ressurge em tem seus textos passados para o papel. Esse ressurgimento foi tão intenso,influenciou o pensamento indiano da época, também de muitos povos e por conta disso causa essa confusão.

referencias (retirado do Livro Tratado de Yôga -DeRose – Nobel)

Livro Conhecer Melhor a Índia de C. N. S. Raghavan, Publicações D. Quixote:

origens do Tantrismo entre os drávidas, no período pré-clássico ; pagina 12;

Livro Yôga e Consciência, de Renato Henriques, da Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes:

“Todos os estudiosos aceitam que Shiva é personagem pré-ariano”; pagina 33

Shiva é considerado patrono do Tantrismo; pagina 34

É isso, compre a revista e confiram!

Um abraço do Mafra


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Já faz um tempo que Shankar posa de Gandhi.

Senti que a atuação de Lima Duarte perdeu muito de um tempo para cá.

O discurso de Shankar tem sido muito apático, sinto que o personagem foi cristianizado. A postura dele deveria ser  a de se mostrar mais combativo e menos “bonzinho”. Shankar ficou chato e repetitivo. Um brahmanê que faz o que ele faz, tinha que ser retratado de outra maneira.

Bom, mas nos discurso abaixo tivemos alguns pontos interessantes, vamos a eles:

  • fala sobre o conceito de busca pela verdade (satyagraha) nome utilizado por gandhi em sua jornada pela independencia da Índia e depois de forma questionável na operação da Polícia Federal no ano passado (2008);
  • “destruir as trevas da ignorância” Pode mos identificar o conceito de maya (não o nome da pérsonagem de Juliana Paes e sim o conceito de ilusão);
  • “A intolerância contra outras reiligiões” outro ponto do discurso de Gandhi;
  • “Todos os caminhos levam a um só deus” conceito também difundido por outras reiligiões com o Budismo ou jainismo que se romperam da tradição brahmanê.

Assista novamente

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Mar
07

O Budismo

Posted by Andre Mafra under Cultura Indiana, historia da india

O Buda

Siddhartha Gautama(563-483 a.C), conhecido com Buda, nasceu como nobre, seu pai era rei e o educou no meio da riqueza, longe da pobreza, velhice, dor e sofrimento. Siddharta com 29 anos fugiu, deixou mulher e filho,  e se deparou com um mundo diferente daquele que ele conhecia. Esse choque fez com que ele buscasse respostas.  Durante 6 anos Siddharta questionou o sistema Hindu e suas castas,  professou uma filosofia ateísta em uma Índia que acredita em 330 milhões de divindades, procurou escolas de filosofias diversas, sábios, mestres e não encontrava resposta as suas indagações. Tudo isso culminou no alcance de estado de iluminação debaixo de uma figueira em Bihar. 

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Siddharta Gautama meditando na figueira

Percebe-se no resultado dessas meditações de Buda uma sensação de questionamento e desilusão, já que o processo que desencadeou tudo isso deve ter sido duro.  

Seu pensamento advindo desse estado de êxtase  compreeendia quatro pontos:

1-      O sofrimento é inseparável da vida;

2-      A causa de sofrimento é o desejo;

3-      O sofrimento só pode ser eliminado deixando de se desejar;

4-      Consegue-se eliminar o desejo seguindo uma rota de conduta disciplinada e austera.

Buda não queria que seus ensinamentos formassem uma nova religião, mas logo após sua morte o budismo assumiu duas grandes formas: Theradava que se espalhou pelo Sri lanka, Burma, Tailândia, Camboja e Laos e Mahayana que se espalhou para quase toda a Ásia Central, Tibete, China, Mongólia, Coréia e Japão. Na Índia mesmo, o budismo tem papel secundário. Conta com menos de 1% da populacao.

Buddha (titulo que significa aquele que sabe, em sanscrito) travou contato com Mahavira, fundador do Janinismo, com quem teve longos debates.

Siddharta Gautama morreu em Kushinagar em 428 a.C e mudou a história do mundo. Suas últimas palavras foram: “Tudo nesse mundo é passageiro. Sigam a luta diligentemente”.

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Cores e mitos da Índia são vistos logo na comissão de frente da Pérola Negra, segunda escola a entrar na avenida. 

Reprodução

Comissão de Frente da Pérola Negra

A estátua do Deus hindu Ganesh, divindade hindu, abriu o desfile, rodeada por homens com trajes típicos que pareciam reverenciar a imagem. Logo atrás, um grupo de mulheres apresentava dança típica indiana em frente ao carro abre-alas, todo dourado, chamado “Carruagem do Sol”. Este último, além de um grande templo, trazia sete cavalos de uma lenda indiana, representando sete dias da semana.

O enredo “…Guiado por Surya pelos caminhos da Índia em busca da Pérola Sagrada“, levantou o público ao transmir a idéia de uma personagem que viaja pela Índia em busca de uma pérola. Dentro deste tema, várias divindades apareceram, além de cores vibrantes em alas como “Filosofia Budista”, com fantasias em cor amarela e cheia de detalhes. Houve ainda o carro “Ashok e o Budismo”, todo amarelo, com uma escultura de Buda de olhos fechados, simbolizando a meditação.

A Ilha de Goa, representada por um carro alegórico com símbolos do Carnaval, foi mostrada como se a personagem do enredo passasse pelo local. Neste carro, apareceu como destaque Ângela Bismarchi e, no chão, a atriz Juliana Alves. 

O monumento Taj Mahal apareceu no último carro alegórico, representando o “Amor de Ganesh“, o Deus hindu que, em tese, mostraria à “personagem” que a “pérola” procurada era algo abstrato e não material. A bateria, vestida com trajes brancos e dourados, entrou na avenida, encerrando a passagem às 0h48, dentro do horário previsto.

Fonte Portal UOL

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Feb
21

Os Jainas – comentarios do cap. 29

Posted by Andre Mafra under novela
mahavira

Vardhamana Mahavira fundador do Jainismo

No capitulo de ontem, sexta-feira, O pai de Maya comenta sobre uns “fundamentalistas que ficam curvados feito galho curvado varrendo o chão”. Esses são os jainas. Saiba mais sobre eles.

Vardhamana Mahavira (599-527 a.C) é considerado o fundador do Jainismo, nasceu em Kundagrama, tornou-se asceta aos 30 anos de idade, praticou ritos de penitência e meditação durante 12 anos até atingir a iluminação. Durante os 30 anos restantes de sua vida, pregou e popularizou o ahimsá, (não violência) e o aparigraha (desapego). Revolucionou a estrutura tradicional hindu, pois admitia pessoas comuns de todas as castas e sexos. Popularizou seus ensinamento pois pregava em uma lingua popular o ardha maghadi.

o jainismo se opunha aos rituais que se utilizavam se sacrifícios de animais, admite a liberdade absoluta da religiosidade, partindo do ponto que o homem é livre para buscar sua salvação e caminho. A não violência é levado ao extremo. Alguns adeptos do jainismo utlizam como uma máscara para não matar pequenos insetos que possam vir a boca, andam varrendo o chão à frente para afastar formigas e outros seres vivos da morte certa por uma pisada desatenta. Read the rest of this entry »

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