Mantra Jaya Shiva Shambô feito pelo grupo de mantras da Unidade Anália Franco do Método DeRose em São Paulo. Confira!
Sphere: Related ContentUm dia resolvi procurar os saddhus, sábios eremitas que vivem em cavernas, nas montanhas geladas dos Himálayas. Para ter mais certeza de encontrá-los e também por medida de segurança, contratei um guia, Pratap Sing. Era minha primeira viagem àquela região, eu era novinho e ainda não conhecia nada de Índia.
Acordamos cedo e começamos a subir a montanha ao nascer do sol. Uma densa neblina cobria a floresta, mas o guia dava passos seguros morro acima.
– Sir, vou levá-lo para conhecer um grande yôgi, sir!
– Como é o nome dele? – Perguntei. O guia me disse o nome de um conhecido guru, muito famoso no Ocidente. Então, retruquei-lhe que não estava interessado em conhecê-lo e se esse tipo de mestre era o que ele considerava um grande yôgi, podíamos voltar dali mesmo, pois iria dispensar os seus serviços. Ele sorriu e abriu o jogo:
– Sir, o senhor entende mesmo de Yôga. Vamos, então, para o outro lado, sir.
– Mas, se você sabia que esse não é um verdadeiro yôgi, como ia me levar lá?
– Sir, eu ganho uma gratificação para cada turista que encaminhar. Mas vou levá-lo para conhecer saddhus de verdade se me pagar dobrado, sir.
Bem, o fato é que subimos a montanha durante mais de quatro horas. Durante a caminhada surgiram vários saddhus, mas dessa vez o guia cumpriu o trato e seguiu em frente sem se deter em nenhum deles. Eu já estava exausto quando fui surpreendido por uma figura que parecia saída dos contos de fadas. Era um saddhu, realmente, daqueles que não se encontram mais nas aldeias, nem em ocasiões especiais. Uma imagem impressionante. Completamente nu, pele curtida pelo frio e pelo sol, quase negro, todo coberto de cinzas, o que lhe conferia um tom violáceo, semelhante ao da representação da cor da pele de Shiva nas pinturas. Cabelos e barbas completamente brancos e muito longos. Um olhar forte e penetrante, olhos injetados de poder. Recordou-me Bhávajánanda.
Sphere: Related ContentTantos anos explicando que kundaliní se pronuncia Kundaliní e Radesh me solta um Kundalíni no meio da novela das oito para todo o Brasil. Mais dez anos insistindo que corrigiremos. O mesmo fênômeno ocorreu com a palavra Yôga. Por décadas a voz de DeRose ecoou sozinha com o termo Yôga com a letra o fechada. Hoje praticamente todos já pronunciam da forma correta Yôga.
Entre no Glossário da Uni-Yôga e aprenda a pronúncia correta do termo kundaliní.
Na semana passada postei sobre Kundaliní no site da minha escola. Confira!
A kundaliní é feminina

A serpente é um dos símbolos da kundaliní
O termo kundaliní é feminino. Seu gênero é designado pelo í final acentuado, portanto, com pronúncia longa. Quem pronuncia no masculino ou com a tônica na sílaba anterior (“kundalíni”) geralmente é leigo ocidental. Os não-iniciados dirão que isso é uma filigrana sem maior importância e que não faz diferença se o vocábulo é masculino ou feminino. Acontece que essa informação é crucial quando deixamos de ser meros teóricos e tornamo-nos yôgins (praticantes de Yôga). O gênero feminino indica polaridade negativa. O gênero masculino indica polaridade positiva. Se fosse “o kundalíni”, no masculino, teria polaridade positiva, o que exigiria procedimentos opostos para despertar essa energia.
Caso o ensinante de “yóga” não tenha iniciação nem experiência prática, vai chamar a energia de “o kundalíni”, conceitualmente inverterá a polaridade e, na hora de aplicar as técnicas, ao invés de fazer o poder serpentino subir, vai fazê-lo descer! Por isso, tal ensinante incutirá medo nos estudantes, porque ele mesmo não tem muita noção do que ensina.
Inúmeros autores escrevem livros sem experiência prática daquilo sobre o que dissertam. Esses, geralmente, são os que assustam seus leitores com mistérios e perigos, pois é assim que a kundaliní se lhes afigura. Na prática, as coisas são muito mais simples.
Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. Nesta definição estão as chaves para compreender e manobrar a kundaliní. Os estudiosos de linha espiritualista defendem que essa energia é espiritual e, em sendo algo subjetivo, impalpável, eles não têm como instrumentá-la. Daí a opinião tupiniquim de que os Grandes Mestres da Índia Antiga estavam errados e que a kundaliní não deve ser despertada.
Sphere: Related ContentNeste última sexta-feira tivemos o lançamento do DVD – Índia Exótica do jornalista Arthur Veríssimo. O evento foi um sucesso e contou com a participação de muitos instrutores e alunos de SwáSthya Yôga. Além da noite de autógrafos teve também demonostrações de coreografia.
O bate-papo foi leve e descontraído, tendo como palestrantes Arthur e DeRose, cada um contando um pouco mais sobre esse país fascinante!

André Mafra e Arthur Veríssimo - crédito da foto a Fabricio Ferrari
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A Unidade Jardins foi palco para o lançamento do DVD Índia Exótica produzida pelo jornalista Arhtur Veríssimo, na noite desta última sexta-feira 13.
Arthur é conhecido por seu trabalho realizado de forma irreverente e cheio de energia na Revista Trip. É dele as matérias de viagens exóticas ao redor do mundo, aonde descreve sob o seu olhar peculiar, e in loco, as curiosidades e tradições de países como Índia, Tailândia, China, etc.

DVD - A Índia Exótica
De acordo com ele foram 15 viagens a Índia, sendo 9 focadas em captar as imagens que compõe o DVD de sua autoria. Muito do que pode ser visto neste trabalho mostra um jornalista que sente, experimenta e vivencia de forma muito pessoal os lugares por onde passa. Talvez por isso tenha recordações diversas de suas viagens àquele país.
Peripécias, aventuras, buscas pessoais, casos divertidos e engraçados mostram um homem fascinado pela cultura indiana. Pergunto a ele se todo esse interesse pela Índia se deu através do Yôga e ouço como resposta que o Yôga está presente em sua vida desde sempre, já que teve em sua mãe seu primeiro contato com essa filosofia. Ela era professora de Hatha Ióga.
Veríssimo teve em Osho seu Mestre, mas hoje pratica Ashtanga Ióga. Foi por meio dessas interessantes vivências com diversos tipos de linhas que despertou no jornalista a curiosidade de visitar o país de onde se extraí parte dos conhecimentos sobre o Yôga. “Minha primeira viagem a Índia em 94 foi por conta de um sonho premonitório que tive com minha mãe, que havia falecido há pouco tempo, em que ela me dizia para vender o apartamento que tínhamos e ir conhecer o país”, relembra rindo e dizendo que a mãe falava sobre o desapego no sonho.
Segundo ele ao travar contato com a Índia você se identifica com aquelas pessoas, “abre portas de sabedoria dentro de você, são profusões de sensações”, revela.
Sphere: Related ContentOlá!
Editei um trecho de uma webclass que explica um pouco sobre alguns nomes de Shiva. Confira!
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A Índia é muitas vezes chamada “Land of Rivers“, ou Terra dos Rios devido à sua multiplicidade de afluentes e à estreita ligação entre seus vastos rios e a cultura indiana, sua civilização, história e religião.
Sua extensa rede hidrográfica é responsável pelo fornecimento de água potável, irrigação, transporte e eletricidade proporcionando assim, meios de subsistência para a população.
São três os principais rios da Índia: o Indo, o Ganges (Benares) e o Bramaputra. Dentre os sete rios sagrados que descem a cordilheira dos Himalayas está o Ganges (Devanāgarī : गंगा ) cuja extensão total é de 2.510km (1.560 milhas). Ele banha as cidades de Haridwar, Moradabad, Rampur, Kanpur, Allahabad, Varanasi, Patna e Rajshahi. Une-se ao Rio Bramaputra para formar um gigantesco delta na Bacia de Bengala.
Em Novembro de 2008, o Governo da Índia decidiu declarar o rio Ganges como o Rio Nacional da Índia.
Além disso, não podemos deixar de comentar sobre sua importância na economia do país. Culturas cultivadas na área incluem arroz, cana de açúcar, lentilhas, sementes oleaginosas, batatas e trigo. Ao longo das margens do rio, a presença de pântanos e lagos fornecem um rico espaço para o crescimento das culturas como as leguminosas, chili, mostarda, gergelim, açúcar e juta. Há também muitas possibilidades de pesca ao longo do rio, embora permaneça altamente poluído. Atualmente, a extrema poluição do Ganges afeta 400 milhões de pessoas que vivem perto do rio.
Sphere: Related ContentAbaixo um texto em que DeRose explica sobre o reconhecimento cultural que o latino americano precisa receber e também sobre as descobertas do Bhagavad Gíta, Kama sútra e os Tantras.
O Reconhecimento do Império Romano

Tivemos um filósofo brasileiro, falecido na década de 80, que era um verdadeiro gênio. Seu nome, Huberto Rohden. Quando jovem ele esteve na Alemanha e, na época, escreveu um livro de filosofia em alemão impecável. Enviou a obra a um editor que a aceitou incontinenti. Mandou chamar o autor para firmar contrato de edição. No entanto, quando Rohden abriu a boca o editor percebeu tratar-se de brasileiro e voltou atrás, recusando-se a editar o livro. “De brasileiros nós não compramos cultura. Compramos só café”, disse o preconceituoso editor.
Por que um ensinamento como a nossa revolução comportamental não está mais difundido no Brasil? Sabemos que em alguns países ele está crescendo e tornando-se relevante, mas noutros ainda é pouco conhecido. Como pode uma cultura tão forte, tão bonita e tão autêntica, não estar mais notabilizada? Por que seu sistematizador não é mais reconhecido no seu país? Primeiramente, porque ninguém é profeta em sua própria terra. Mas há outros fatores. Somos latino-americanos e temos muito baixa estima. Para algo ser bom tem que vir de fora. Por isso alardeamos nos anúncios: “produto importado”, como isso bastasse por si só para ser melhor. Por outro lado, o mesmo fenômeno cultural ocorre de fora para dentro, ou seja, os que se intitulam Primeiro Mundo e a nós, Terceiro Mundo, também alimentam esse tipo de discriminação. Quem viaja pela África e pela maior parte da América Latina e da Ásia fica indignado ao perceber que o Brasil não poderia em hipótese alguma estar classificado como Terceiro Mundo, ao lado daquelas nações canhestramente desestruturadas.
Isso nos faz pensar. Praticamente tudo o que no Ocidente conhecemos e incorporamos no nosso passado, está restrito à cultura greco-romana. O direito que utilizamos é o Direito Romano, a língua morta de referência é o latim e “o mundo todo” a que nos referimos quando dizemos que Napoleão conquistou o mundo, é o mundo romano. Até a cultura grega, chegou a nós através dos romanos, que colonizaram e anexaram a Grécia ao seu Império. O Cristianismo chegou a nós através do Império Romano que estava lá em Jerusalém quando tudo aconteceu e, progressivamente, absorveu suas propostas. Tudo o que era incorporado ou aceito pelo Império Romano passava a “existir” e teria direito a ser perenizado. O que ficasse restrito a outras culturas estava destinado à desconhecença por parte do restante da civilização e seria condenado ao ostracismo pela História. Quantas descobertas cruciais para a Humanidade ocorridas entre os babilônicos, sumérios, drávidas, etruscos, gauleses estão simplesmente perdidas, apenas porque não foram escritas em latim!
Atualmente, restringimo-nos aos registros em inglês. O que conhecemos do Egito ou da Índia, é porque foi escrito ou traduzido originalmente para o inglês. Só conhecemos o Kama Sútra porque o inglês Richard Burton o traduziu para a sua língua. Só conhecemos os Tantras porque o magistrado britânico Sir John Woodroffe os traduziu para o inglês. O Bhagavad Gítá, traduzido em 1784 por Charles Wilkins, é um dos muitos textos que vieram a se tornar mais populares na própria Índia depois que foram passados para o idioma britânico. Assim ocorreu com todas as demais escrituras hindus vertidas para o inglês: os Vêdas, o Yôga Sútra, etc.
No início do século XX, havia um Mestre chamado Ramana Maharishi , que vivia em Arunachala, Tiruvanamalai, a uns 200 quilômetros ao Sul de Madrás. Nunca ninguém ouvira falar dele, embora fosse um grande sábio. E teria passado pela terra em brancas nuvens, sem que jamais a história registrasse sua existência ou o valor do seu ensinamento, se um anglo-saxão, Paul Brunton, não tivesse, um dia, visitado seu ashram e escrito sobre ele.
Esse é o caso do curare, que os índios brasileiros durante milênios usavam para pescar e que na segunda metade do século XX foi descoberto pela literatura em inglês, passando a ser adotado no mundo todo como anestésico nas grandes cirurgias.
Esse também é o caso dos bacteriófagos que os soviéticos vinham utilizando há quase um século no lugar dos antibióticos, com muito mais eficiência e menos inconvenientes, mas ninguém tomava conhecimento pelo fato de a literatura não estar escrita em inglês (“se não está escrito em inglês, não é ciência.”)!
THAT WAS NOT “WRIGHT”
Existe toda uma barreira cultural praticamente intransponível às idéias que surgem fora das fronteiras dos países que fazem parte do clube. Aliás, eles também não reconhecem o fato histórico de que o primeiro a conseguir o vôo de um aeroplano mais pesado que o ar foi o brasileiro Santos Dumont, e insistem na balela de que foram os irmãos Wright, para ficar com os louros históricos (nem ao menos eles era louros!). Filmes da época provam que o aparelho deles não venceu a força da gravidade, não decolou, mas foi catapultado por uma geringonça e depois planou com o auxílio de um motor. Mesmo assim, seu “vôo histórico” realizou-se sem testemunhas, sem a imprensa, sem a presença de autoridades, ao contrário de Santos Dumont que realizou seu grande feito com testemunhas, jornalistas e autoridades. Depois que ele voou com o mais pesado que o ar, os irmãos Wright afirmaram que já haviam feito isso antes, na sua fazenda, sem testemunhas. Nunca, no mundo científico, se aceitou tamanho absurdo. De mentiras históricas a História oficial está cheia.
DeRose
http://uni-yoga.org/blogdoderose
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