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Sr. Cadore pede explicaçõs sobre meditação. Na cena abaixo temos o estereótipo do meditante. Chato, contemplativo, mistico e alternativóide.

Meditar significa parar de pensar, meditar é aumentar a consciência e não reduzi-la, como muita gente pensa. Esse tipo de abordagem da novela induz as pessoas a acharem que meditação é algo chato entediante e na verdade não é? Mas então o que é meditação?

Meditação

(leia artigo sobre Radesh)

Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.

Na verdade, o termo dhyána pode ser usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. “Quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação”, dizem os Shástras. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação.

Por outro lado, não queremos alimentar o falso estereótipo popular de que os praticantes de Yôga sejam “contemplativos”. Assim sendo, essa palavra que melhor define dhyána torna-se inconveniente no momento atual.

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Mar
27

Deus em abstração dos sentidos

Posted by Andre Mafra under Yôga

 

Já faz um tempo que postei no site da minha escola de SwáSthya Yôga sobre pratyáhara, que é a abstração dos sentidos externos. Esse treino é a base para o treino de concentração e meditação. Veja o trecho do filme que bacana!

Confira!

A abstração dos sentidos é um fenômeno que todo o mundo já experimentou muitas vezes. Ocorre, por exemplo, quando você está assistindo a uma aula que lhe interessa e não escuta os ruídos circundantes, como uma buzina, campainha, pessoas falando. O mesmo ocorre quando você deixa de escutar a música ambiente, o ruído do ar condicionado, etc.

Denominamos pratyáhára consciente quando o fenômeno torna-se voluntário. Por exemplo, você está na sala e decide não escutar mais a música ambiente ou o ruído da rua.

Quando se trata de som, é mais fácil dominar. Depois, os exercícios passam a ser feitos com os outros sentidos: visão, olfato, paladar e tato.

Não precisa ficar preocupado. Não se trata de desenvolver nenhuma anomalia, mas tão simplesmente de dominar os seus sentidos para desligá-los, tornar a ligá-los ou mesmo aguçá-los, conforme melhor lhe aprouver. Já é um início de desenvolvimento de siddhis, as paranormalidades.o do file

 

 

Exercícios de pratyáhára
(abstração dos sentidos externos)

  1. Pegue um relógio analógico de pulso. Coloque-o junto ao ouvido e concentre-se no tique-taque. Ligue um aparelho de som com uma gravação de melodia homogênea, sem altos e baixos, e coloque em volume baixo. Tome o cuidado de não parar de escutar o tique-taque do relógio. Então, vá aumentando lentamente o volume da música, mas sem perder o som do relógio. Quando o volume já estiver no máximo, comece a afastar o relógio, devagar, sempre sem perder a audição seletiva do tique-taque. Quando o braço estiver totalmente estendido, o som no máximo e você continuar escutando o ruído do relógio, o exercício terá atingido seu ponto culminante.
  2. Outro exercício de pratyáhára é sentar-se como quem vai meditar, fechar o olhos e não escutar nenhum som externo.
  3. Quando tornar-se mais adestrado na abstração, vai poder superar a dor, o que é muito útil em diversas circunstâncias da vida. Mas jamais deve ser utilizado para demonstrações de faquirismo, pois banalizaria os poderes do Yôga.
  4. Mais tarde, você vai começar a se abstrair de todos os outros sentidos além da audição, visão, olfato, paladar e tato.

Trechos extraídos do livro Tratado de Yôga, autor: DeRose.

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Com todo o respeito a comunidade indiana, Radêsh faz o tipo “esperto”. Se aproveita dessa onda mística, espiritualóide que penetrou na cabeça do ocidental à partir da “hipaiada” no final dos anos sessentas, para tomar vantagem própria.

Neste último capítulo Radêsh aparece de meditante em plena rua e com aquele papo mole tenta enganar a pobre mocinha hippie de boutique. O pior é que você encontra esses tipinhos por aí. Ser oriental não significa ser mais religioso ou mais evoluído que ninguém.

Tinha uma amigo descendente de japonês que tinha muita raiva quando achavam que ele era bom em matemática só por ser japonês. Coisas do estereótipo. Ser indiano não é significa saber meditar ou qualquer outra coisa. Afinal, você que é brasileiro sabe sambar?

Abaixo um trecho do artigo sobre meditação, para você se aprofundar mais…

Meditação

Acesse artigo completo no casadoyoga.com.br

Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.

Na verdade, o termo dhyána pode ser usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. “Quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação”, dizem os Shástras. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação.

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Feb
12

O nascimento de Ganêsha – por Fábio Euksuzian

Posted by Andre Mafra under novela

O nascimento de Ganêsha

Conta a lenda que após Shiva e Parvatí se casarem, mudaram-se para ganeshaviver em isolamento em meio as cavernas do Monte Kailash. Como já era de costume, Shiva, freqüentemente, sentia a necessidade de ficar sozinho e por isso, “perdia-se” por longos espaços de tempo nas gélidas florestas dos Himalayas; com isso, Parvatí, sentia-se cada vez mais abandonada.
Certo dia, a deusa banhava-se no lago Manasarovar, próximo do local onde residia. Tudo estava como de costume, quando em um ato de extrema vontade, ela começa a esfregar sua própria pele com pasta de sândalo (conhecida por seus efeitos afrodisíacos); de repente, do meio daquela poeira toda, brota um garoto que é logo batizado por ela de Vinayaka (aquele que é dito artificial).  Identificaram-se em primeira instância, voltaram juntos à gruta e pararam em frente à caverna.

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